Definitivamente
Não é uma palavra muito romântica
Para se começar um texto
Destinado a você
O problema é que, definitivamente
Homens não entendem as mulheres!
A partir de hoje deixarei bem claro
Tudo que eu disser ao meu garoto
Pois eles bebem pra ficar loucos
E eu bebo para me calar.
Loucas mulheres simplesmente
Declamam o que vem a sua mente
E degringolam a conversar
Homens se calam pra falar.
Nós, mulheris, queremos sempre
Apenas trocar umas palavras
Como pretexto pro presente
Pra sentirmo-nos mais viventes.
Eles tomam ao pé da letra
Não entendem, se embolam,
E a gente repete, mas sente
Que a besteira já soou fora.
Nós sorrimos pra esparecer
Vocês, pelas piadas momentâneas
A gente voa o tempo inteiro
Vocês planejam a viagem.
Nós ficamos ao seu lado
Por uma questão de afinidade
Vocês é só por vaidade
Que tem validade
Tem validade
Validade
Idade
Dade
De
E.
Qualquer coisa que vem à minha cabeça. Aqui, você pode encontrar desde uma obra prima até uma obra. Bem vindo e retire os sapatos! Você está entrando nos meus pensamentos. Uhauhauhahuah
terça-feira, 9 de setembro de 2014
sábado, 30 de agosto de 2014
Receita
Hoje eu desci do meu quarto e fui até a cozinha, guiada por um rastro de odor de bolo sendo preparado. Mais que isso - bolo de cenoura, meu predileto. Mas mãe, o que é isso, que empolgação e autonomia são essas? De onde surgiu esses ingredientes em cima da mesa? A farinha, os ovos, a xícara de óleo? Você nunca soube preparar o meu bolo de cor!
Mas, sim, algo mudou!
Se hoje o bolo está no forno, ontem ele estava na vizinha aqui do lado, na dona Maria, senhoria simpática que adora xingar as coisas e costurar. O bolo estava lá, escrito à mão, num papel amarelado de caderno escolar. Eu nos meus 6 anos ia até lá e pegava o papel, para que enfim o bolo fosse feito. E que bolo! Mesmo que solado, uma delícia! Até a calda tava na receita. Aquele era o meu bolo de cenoura e da minha mãe e da dona Maria.
Mas neste dia de hoje as circunstâncias têm sido diferentes. Não tem mais papel amarelado, receita de calda. O que tem é celular, internet, receitas repetidas de anônimos. E tem bolo também.
O bolo já está pronto, ainda no forno, e eu vou fazer a calda. Vai ser de brigadeiro. É a melhor!
Mas essa receita eu peguei da dona Maria e gravei pra não esquecer mais. Já fiz brigadeiro pra minhas tias, minha avó, minhas amigas. Já cobri um bolo ruim de padaria com meu chocolate e o bolo ficou bom, daí cantamos parabéns. Mas não enrolo - dá muito trabalho, e a mão fica toda melecada de manteiga.
Por fim, o bolo foi comido. Ainda quente, com mais cobertura que outra coisa. Dei a raspa da lata de leite moça pra minha irmã. Toda criança deve ter o direito de raspar a lata! Antigamente eu não conseguia deixar de comer, hoje eu consigo. É interessante, a gente vai aprendendo a se dar as rédeas e se rende a elas mesmo! O problema é quando "esquecemos" de afrouxá-las.
Poxa, hoje as receitas estão na internet, já nem vou mais à vizinha. Não tem aquela mágica. Untar a forma é normal.
Aiai... E o bolo nem solou! Não é por nada, juro, só acho que vou escrever essa receita numa folha de fichário e mandá-la correndo pra dona Maria qualquer dia desses.
Mas, sim, algo mudou!
Se hoje o bolo está no forno, ontem ele estava na vizinha aqui do lado, na dona Maria, senhoria simpática que adora xingar as coisas e costurar. O bolo estava lá, escrito à mão, num papel amarelado de caderno escolar. Eu nos meus 6 anos ia até lá e pegava o papel, para que enfim o bolo fosse feito. E que bolo! Mesmo que solado, uma delícia! Até a calda tava na receita. Aquele era o meu bolo de cenoura e da minha mãe e da dona Maria.
Mas neste dia de hoje as circunstâncias têm sido diferentes. Não tem mais papel amarelado, receita de calda. O que tem é celular, internet, receitas repetidas de anônimos. E tem bolo também.
O bolo já está pronto, ainda no forno, e eu vou fazer a calda. Vai ser de brigadeiro. É a melhor!
Mas essa receita eu peguei da dona Maria e gravei pra não esquecer mais. Já fiz brigadeiro pra minhas tias, minha avó, minhas amigas. Já cobri um bolo ruim de padaria com meu chocolate e o bolo ficou bom, daí cantamos parabéns. Mas não enrolo - dá muito trabalho, e a mão fica toda melecada de manteiga.
Por fim, o bolo foi comido. Ainda quente, com mais cobertura que outra coisa. Dei a raspa da lata de leite moça pra minha irmã. Toda criança deve ter o direito de raspar a lata! Antigamente eu não conseguia deixar de comer, hoje eu consigo. É interessante, a gente vai aprendendo a se dar as rédeas e se rende a elas mesmo! O problema é quando "esquecemos" de afrouxá-las.
Poxa, hoje as receitas estão na internet, já nem vou mais à vizinha. Não tem aquela mágica. Untar a forma é normal.
Aiai... E o bolo nem solou! Não é por nada, juro, só acho que vou escrever essa receita numa folha de fichário e mandá-la correndo pra dona Maria qualquer dia desses.
sábado, 21 de junho de 2014
Diário de uma jovem estressada
Não sei se "estressada" seria a palavra ideal. Pra agora, tenho certeza que sim, seria a palavra que eu não colocaria. Porque acabei de chegar de uma festa, e boa. Tudo muito bom, tudo ótimo. E eu me encontrei com eu mesma no passado.
Quando você enxerga que você está ficando muito repetitiva, a tendência é mudar. Mas e se você não enxerga nada? Você não vê, você não muda. Você não corrige, mas você também não piora. Afinal de contas, se "não se mexe em time que está ganhando", e depois ele começar a ser goleado no último minuto da partida, esse ditado é falho. Então mudar ou não não é questão de ficar melhor ou pior... você fica igual, mas porque e simplesmente porque não parou pra pensar se mudava ou não, se estava ou não ganhando, simplesmente porque não parou pra pensar nisso.
Sabe, se um dia eu tiver uma filha, e se ela pedir minha opinião, direi pra ela fazer uma festa de quinze anos. Uma festa do jeito que ela quiser, com ou sem cerimonial, com ou sem choro, grande ou pequena, lotada ou só pra família (= lotada). Sabe por quê? Porque eu já tenho dezenove anos e não fiz uma festa de quinze. Mas e daí? E daí que aquela era a minha época, e eu não sei se isso acontece com todo mundo, creio que não. Mas se comigo aconteceu, digo que a minha época já passou. Nossa, dezenove anos! Sim, não é mais como antes. O mundo não é tão meu quanto já fora. E é nisso que se baseia uma festa de quinze anos. Em alguns casos, como foi o de hoje, na festa em que estive, a festa de quinze anos pode representar a lembrança, em álbum diagramado e vídeo, daquela época banhada a ouro. Todos nós nascemos banhados a ouro. Toda criança é uma dádiva. Hoje, na pista de dança, a mais nova da festa desfilava com seu vestidinho novo, prestigiando a banda que cantava todas as músicas animadas possíveis, como Titanium, do David Gueta, até Show das Poderosas, da Anita, e apenas ela, mais ninguém. Não culpo os outros, não. Também estive sentada todo esse momento, então também deveria me culpar. No meu caso, a culpa era que eu não conhecia ninguém e também do salto alto. Mas quem sabe ali haveria muto mais gente que não conhecia ninguém (o que, ok, é uma inverdade, pois tratava-se de família) ou mesmo todas estavam incomodadas com seus saltos altos. Mas e os homens, hein? Cadê os homens? Ah sim, eles dependem das mulheres para dançar.
Os adolescentes, junto com a aniversariante, se trancafiaram num quartinho e ficaram ali isolados do resto da festa dançando. O mundinho deles, quase literalmente. Mas eu não entrei lá. Tinham todos uns quinze anos. E eu não conhecia ninguém. E eu estava com a cabeça em outro mundo.
Então. Caramba.... uma festa de quinze anos! Eu, com quinze anos, era outra pessoa. Uma menina, linda, com um potencial incrível, uma beleza inerente, uma leveza intrínseca. Dons de todo jovem.
...Dizem que quando se envelhece a pessoa vira criança de novo. Não sei bem isso, não... Talvez sejam as mulheres que, com as pernas exaustas, retiram seus saltos e vão para a pista de dança.
Será que elas descobrem que este mundão é, na verdade, o seu novo mundinho? Não sei, meu Deus.... Não sei nada.
Quando você enxerga que você está ficando muito repetitiva, a tendência é mudar. Mas e se você não enxerga nada? Você não vê, você não muda. Você não corrige, mas você também não piora. Afinal de contas, se "não se mexe em time que está ganhando", e depois ele começar a ser goleado no último minuto da partida, esse ditado é falho. Então mudar ou não não é questão de ficar melhor ou pior... você fica igual, mas porque e simplesmente porque não parou pra pensar se mudava ou não, se estava ou não ganhando, simplesmente porque não parou pra pensar nisso.
Sabe, se um dia eu tiver uma filha, e se ela pedir minha opinião, direi pra ela fazer uma festa de quinze anos. Uma festa do jeito que ela quiser, com ou sem cerimonial, com ou sem choro, grande ou pequena, lotada ou só pra família (= lotada). Sabe por quê? Porque eu já tenho dezenove anos e não fiz uma festa de quinze. Mas e daí? E daí que aquela era a minha época, e eu não sei se isso acontece com todo mundo, creio que não. Mas se comigo aconteceu, digo que a minha época já passou. Nossa, dezenove anos! Sim, não é mais como antes. O mundo não é tão meu quanto já fora. E é nisso que se baseia uma festa de quinze anos. Em alguns casos, como foi o de hoje, na festa em que estive, a festa de quinze anos pode representar a lembrança, em álbum diagramado e vídeo, daquela época banhada a ouro. Todos nós nascemos banhados a ouro. Toda criança é uma dádiva. Hoje, na pista de dança, a mais nova da festa desfilava com seu vestidinho novo, prestigiando a banda que cantava todas as músicas animadas possíveis, como Titanium, do David Gueta, até Show das Poderosas, da Anita, e apenas ela, mais ninguém. Não culpo os outros, não. Também estive sentada todo esse momento, então também deveria me culpar. No meu caso, a culpa era que eu não conhecia ninguém e também do salto alto. Mas quem sabe ali haveria muto mais gente que não conhecia ninguém (o que, ok, é uma inverdade, pois tratava-se de família) ou mesmo todas estavam incomodadas com seus saltos altos. Mas e os homens, hein? Cadê os homens? Ah sim, eles dependem das mulheres para dançar.
Os adolescentes, junto com a aniversariante, se trancafiaram num quartinho e ficaram ali isolados do resto da festa dançando. O mundinho deles, quase literalmente. Mas eu não entrei lá. Tinham todos uns quinze anos. E eu não conhecia ninguém. E eu estava com a cabeça em outro mundo.
Então. Caramba.... uma festa de quinze anos! Eu, com quinze anos, era outra pessoa. Uma menina, linda, com um potencial incrível, uma beleza inerente, uma leveza intrínseca. Dons de todo jovem.
...Dizem que quando se envelhece a pessoa vira criança de novo. Não sei bem isso, não... Talvez sejam as mulheres que, com as pernas exaustas, retiram seus saltos e vão para a pista de dança.
Será que elas descobrem que este mundão é, na verdade, o seu novo mundinho? Não sei, meu Deus.... Não sei nada.
93 Million Miles
As pessoas se esquecem
Que ainda que haja cem mil pessoas
Que gostam de um mesmo vídeo
Na internet
Cada uma delas guardará muitas diferenças
Que abrirão parênteses
Para mil modos diferentes de interpretação.
Por isso, ainda que mil pessoas chorem
Haverá mil choros diferentes.
Ainda que mil pessoas aplaudam
Haverá mil aplausos diferentes.
Então seja você mesmo
Porque de um jeito ou de outro
Você pode até guardá-los
Mas os motivos os quais te movem
Permanecerão moldando você.
;)
Link: http://www.vagalume.com.br/jason-mraz/93-million-miles-traducao.html#ixzz35LAdPAyc
Música: 93 Million Miles
93 Million Miles
93 million miles from the sun
People get ready, get ready
Cause here it comes, it's a light
A beautiful light, over the horizon
Into our eyes
Oh, my, my, how beautiful
Oh, my beautiful mother
She told me, son, in life you're gonna go far
If you do it right, you'll love where you are
Just know, wherever you go
You can always come home
240 thousand miles from the moon
We've come a long way to belong here
To share this view of the night
A glorious night
Over the horizon is another bright sky
Oh, my, my, how beautiful
Oh, my irrefutable father
He told me, son, sometimes it may seem dark
But the absence of the light is a necessary part
Just know, you're never alone
You can always come back home
Home
Home
You can always come back
Every road is a slippery slope
But there is always a hand that you can hold on to
Looking deeper through the telescope
You can see that your home's inside of you
Just know, that wherever you go
No, you're never alone
You will always get back home
Home
Home
93 million miles from the sun
People get ready, get ready
Cause here it comes, it's a light
A beautiful light, over the horizon
Into our eyes
93 Milhões de Milhas
A 93 milhões de milhas do Sol
As pessoas preparam-se, preparam-se
Porque lá vem, é uma luz
Uma linda luz, além do horizonte
Para dentro de nossos olhos
Oh, minha nossa, que lindo
Oh, minha bela mãe
Ela me disse, filho, você irá longe na vida
Se fizer tudo direito, amará o lugar onde estiver
Apenas tenha certeza de que onde quer que vá
Você sempre poderá voltar para casa
A 240 mil milhas da Lua
Percorremos uma longa distância para pertencer a esse lugar
Para compartilhar essa vista da noite
Uma noite gloriosa
Além do horizonte há outro céu brilhante
Oh, minha nossa, que lindo
Oh, meu pai irrefutável
Ele me disse, filho, às vezes, pode parecer escuro
Mas a ausência da luz é uma parte necessária
Apenas tenha certeza de que você nunca está sozinho
Você sempre poderá voltar para casa
Casa
Casa
Você sempre pode voltar
Toda estrada que é uma subida escorregadia
Mas sempre há uma mão na qual você pode se segurar
Olhando profundamente pelo telescópio
Você pode perceber que seu lar está dentro de você
Apenas tenha certeza de que onde quer que você vá
Não, você nunca está sozinho
Você sempre voltará para casa
Casa
Casa
A 93 milhões de milhas do Sol
As pessoas preparam-se, preparam-se
Porque lá vem, é uma luz
Uma linda luz, além do horizonte
Para dentro de nossos olhos
Para dentro de nossos olhos
Link: http://www.vagalume.com.br/jason-mraz/93-million-miles-traducao.html#ixzz35LAdPAyc
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Poema do Amor Incondicional
Algumas pessoas sofrem.
Algumas pessoas riem.
Algumas pessoas, ainda, sobrevivem.
Mas há ainda aquelas que esperam.
Ainda que inconscientemente,
Ainda que desesperadamente,
Esperam insaciavelmente,
Debruçadamente
Numa murera de sonhos e paixão.
Ó, se estas pessoas assim soubessem
Que à falta delas o mundo perece...
Pois elas resistem em se esconder
E nem eu, nem ele, nem elas sabem o porquê.
Talvez seja o aconchego do infinito
Que esta mureta lhe proporciona
E, certa de que não a abandona
Se torna concreto e se imobiliza.
E, assim, tão certa de que a vista é branda
Eu permaneço ao meio dividida
À mureta, sul, à minha vista, norte
Com medo de pisar em falso neste precipício
Que é o amor, talvez a sorte, quem sabe a morte.
domingo, 1 de dezembro de 2013
Mudanças são repentinas na vida. A verdadeira mudança não requer preparo, predisposição ou pragmatismo. Mudanças são constantemente aleatórias, tal como mutações em que o resultado pode ser benéfico, nulo ou deletério.
A parte boa é que nunca se sabe: mudanças são esperanças também. E mesmo que esta esperança seja uma gota dentro dum barril de água, quanta coisa boa a gota pode reservar!
Mas a gota requer sacrifícios, muitos dos quais não estamos dispostos a percorrer. A zona de conforto determina o sucesso ou fracasso de um homem, mas isso é relativo: baseia-se no PONTO DE VISTA.
E é por isso mesmo que um pobre miserável de mente pode ser tão feliz quando um doutor em sei-lá-o-quê. Aliás, que bom! Porque isso possibilita que vejamos o mundo sob diferente óticas, e você percebe que tanto absurdo e barbaridade que se vê por aí pode ser uma simples questão de obscuridade: da mente de quem comete os absurdos, carentes de uma boa alma que lhe mostre e defina o que é o que.
Então, mudanças, ah sim.
Mudança atrela-se a saudade. Ah, saudade essa da língua portuguesa, singular e impalpável, mas tão carente que insiste em bater nos portões de nossas vidas. A saudade permeia a vida, que tem membrana semi-permeável, e algumas vezes a vida se enche, fica túrgida, quase sofre lise, mas ela tem Pessoas Carinhosas (P.C.) que te dão apoio na hora H. E estas pessoas também se vão, somem, e você se pergunta como pode tão de repente a criatura estar ali e, no dia seguinte, não mais. Você se pergunta como pode tudo acontecer assim, tão rápido, pois você ainda está ali, parada, porém o cenário muda e as pessoas se vão. E o mundo é tão pequeno que está superpovoado, mas tão imenso que pode-se nunca mais ver alguém. Você se pergunta se as pessoas se importam com a sua vida, e você encontra a resposta: se importam. É claro que se importam.
Ao final, o rendimento nunca é de 100%. Você vê que suas reações podem liberar energia ou você pode guardá-las para si, porém ela ocorre. Contanto, esta reação não é reversível: só produtos são formados. E você tenta crescer e adaptar-se para que tudo dê certo e cada produto seja exatamente correspondente àquilo no reagente. Às vezes você está ácido, encontra uma base e sai feliz da vida, uma pessoa com sal. Até para na esquina e vai beber uma água. É tudo tão perfeito. Mas somos todos uma máquina, e o rendimento nunca é de 100%.
Há métodos para melhorá-lo. Boas companhias, amizades, um empurrãozinho de vez em quando. Só que tem como melhorar. Tem como reagir melhor a tudo isso. Porém o limite é desconhecido, e você se pergunta- por que não? - se você já não teria passado tal limite, contrariando todas as previsões, todas as possibilidades. Seu rendimento é de 100%.
Mas há máquinas mais modernas, há outros modos de fazer algo, há um jeitinho aqui e ali. Não se trata de uma equação do primeiro grau. O que seria? Uma curva? Não acho. Uma elipse? Uma aula.
Sim, uma aula. Trata-se daquilo que somos feito para reconhecermos que é. Uma curva uma elipse um ponto. Uma gota, sei lá. Os obstáculos são inegáveis. Há tanto contratempo, tanta superação, tanta vontade. Há também tanto sonho que não é possível que não tenha conseguido um rendimento total. Não é. Todo o sacrifício é em prol de um recomeço. A esperança catalisa a reação e nossos produtos vêm mais depressa. No entanto, ainda busco, ainda procuro. Espero buscar corretamente, olhar os parâmetros corretos, ansiar de fato por um mundo melhor. E que este mundo possa começar, ainda que desconfortavelmente, ainda que com empurrões, apertos e solavancos, com a mudança. Pois é este mesmo o caminho para a evolução das espécies.
Ah, saudades... como isso entra nas reações? Não faço ideia.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Utopia
Por que a América é América?
Em homenagem ao individuo Américo Vespúcio, navegador que constatou que o lugar onde Colombo chegara não era parte da Ásia, porém um novo continente, vulgo Novo Mundo.
Uma curiosidade: sabe o livro A Utopia, de Thomas Morus? Foi inspirado nos relatos de Américo Vespúcio sobre as terras brasileiras e na Ilha de Fernando de Noronha.
A Utopia - Thomas Morus (1478 - 1532)
Trata-se de uma obra clássica. Thomas Morus era amigo e discípulo de Erasmo de Roterdã. Sua abordagem tem traços da figura de linguagem conhecida como ironia. Isso porque Thomas Morus aborda o tema da política sob um viés idealizador, em que a sociedade perfeita não teria propriedades privadas, exatamente o contrário do que acontecia na Inglaterra e Europa.
Como se sabe, o contexto influencia diretamente na obra de um escritor. Na Europa do século XVI, destituíam-se terras de camponeses visando o cultivo de pastos para colocar ovelhas e retirar lã - manufaturas... além disso, confrontos religiosos ocorriam. Por isso o caráter pejorativo em relação à administração dos Europeus.
"Enquanto o direito de propriedade for o fundamento do edifício social, a classe mais numerosa e mais estimável não terá por quinhão senão miséria, tormentos e desespero."
Morus defende a democracia como forma legítima de governo, em que os mais velhos são considerados os mais sábios. Nessa democracia, poucos são os excluídos da política, com raras exceções.
Os próprios nomes dos personagens não foram escolhidos aleatoriamente, encobrindo um tom sarcástico:
Capital da ilha: Amaroto ( = miragem )
Quem governa a ilha Utopia é Ademus ( = sem povo )
Thomas Morus não pretende, tal como Platão, criar uma cidade ideal, porém criticar a sociedade de sua época.
Bibliografia: http://www.youtube.com/watch?v=14F7_ll553s
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Esta noite
Esta noite ficarei acordada
Não pelos meus caprichos
Mas para a humanidade
e ficarei calada
Não sei mais que você
Mas para ausentar-me
E fazer-me presente
Nos locais solitários.
Pois não sou eu palavras,
não sou eu muitos gestos
e não sou eu olhares,
então respirarei profundo
Pondo o mundo aqui.
E tentarei fazê-lo
ao certo mais bonito.
Que se fosse verdade
daí seria mito.
E que à canção mais bonita
e à mais singela sinfonia
se submetam os que gritam
calados
pela miséria, medo ou injustiça,
que os afligem
mesmo que estejam em belos
mesmo que estejam
em belos
prados.
Não pelos meus caprichos
Mas para a humanidade
e ficarei calada
Não sei mais que você
Mas para ausentar-me
E fazer-me presente
Nos locais solitários.
Pois não sou eu palavras,
não sou eu muitos gestos
e não sou eu olhares,
então respirarei profundo
Pondo o mundo aqui.
E tentarei fazê-lo
ao certo mais bonito.
Que se fosse verdade
daí seria mito.
E que à canção mais bonita
e à mais singela sinfonia
se submetam os que gritam
calados
pela miséria, medo ou injustiça,
que os afligem
mesmo que estejam em belos
mesmo que estejam
em belos
prados.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Ecos
Lá de cima do terraço
Por entre as grades empoeiradas
Ouvi as vozes de pessoas
Eram crianças agitadas
Não por necessidade era
Só que eu ouvia vezes dois
O som ecoava da ruela
Junto com o vento vindo dela.
Descobri por descuido dela
Que ela quer um vestido verde
Com uma borboleta nas costas
Que enganada ela não esteja.
A chuva varreu os garotos
Para simplesmente lugar nenhum.
Já eu, fui para o meu quarto
Voltando a ouvir vezes um.
Então soou um barulho surdo
Que pra ser, não tinha razão.
Corri à janela, e na ruela:
Pequenos corpos sobre o chão.
Por entre as grades empoeiradas
Ouvi as vozes de pessoas
Eram crianças agitadas
Não por necessidade era
Só que eu ouvia vezes dois
O som ecoava da ruela
Junto com o vento vindo dela.
Descobri por descuido dela
Que ela quer um vestido verde
Com uma borboleta nas costas
Que enganada ela não esteja.
A chuva varreu os garotos
Para simplesmente lugar nenhum.
Já eu, fui para o meu quarto
Voltando a ouvir vezes um.
Então soou um barulho surdo
Que pra ser, não tinha razão.
Corri à janela, e na ruela:
Pequenos corpos sobre o chão.
terça-feira, 28 de maio de 2013
Essas coisas
Anteriormente ao Barroco, as ideias da idade conhecida como "das Trevas" inibiam a produção artística e cultural. Entretanto, com o advento do Renascimento, emergia um grupo conhecido como burguesia, tendo acumulado capital por meio do comércio com o Oriente. Tal capital propiciou o financiamento, por parte da igreja, de obras artística. Nesse período, então, ideias greco-romanas passam a ser valorizadas, e aspectos como o antropocentrismo, hedonismo, além do desenvolvimento das ciências moldam um novo cenário: chama-se a tal mudança a transição da época da Idade Média à Idade Moderna. Tem-se pinturas famosíssimas, como a pintura "A Criação de Adão", de Michelangelo. Observa-se a preocupação com a anatomia humana, a proximidade da figura de Deus com a dos homens, etc.
Após esse período, presencia-se eventos como a divisão da igreja católica, a partir das 95 teses criadas por Martinho Lutero. Daí há a contra-reforma, com a criação do Index, retomada da Santa Inquisição, criação da Companhia de Jesus, etc.
Na Literatura, o Barroco vem como uma corrente artística que expressa a confusão do homem frente a duas visões de mundo completamente distintas: o de viver a vida, gozando dos prazeres mundanos, uma vez que ela é efêmera, ou seguir uma ordem cristã, uma vez que não se tinha a certeza do que viria após a morte. Isso porque a presença cristã era forte e consistente na vida das pessoas.
Essa angústia é presenciada nos poemas sob constantes metáforas sobre a vida envolvendo questões existenciais. A leitura é difícil, uma vez que tais poemas eram redigidos sem a intensão de atingir camadas populares porque, bem, mesmo se tivesse, a população não era alfabetizada. Aí vai um exemplo de poema barroco:
Meu Deus, que estais pendente de um madeiro,
Em cuja lei protesto de viver,
Em cuja santa lei hei de morrer,
Animoso, constante, firme e inteiro:
Neste lance, por ser o derradeiro,
Pois vejo a minha vida anoitecer;
É, meu Jesus, a hora de se ver
A brandura de um Pai, manso Cordeiro.
Mui grande é o vosso amor e o meu delito;
Porém pode ter fim todo o pecar,
E não o vosso amor que é infinito.
Esta razão me obriga a confiar,
Que, por mais que pequei, neste conflito
Espero em vosso amor de me salvar.
Ele é de Gregório de Matos, a principal expressão do estilo Barroco por aqui. Nota-se o conflito entre aproveitar a vida e viver de forma santa. No final do poema, Gregório de Matos dá uma de espertinho.
Nos filmes e nas pinturas, o estilo Barroco assume cores contrastantes, com a presença do claro e do escuro. Na arquitetura, o Barroco também tem uma caracterização, mas dessa eu não lembro.
Após, vem o Arcadismo. De mais fácil leitura, remonta ao estilo de vida bucólico, em contato direto com a natureza. Esse estilo surgiu, uma vez que, na Europa, com a Revolução Industrial, a poluição e o contraste com o que era e com o que passou a ser, (imagina?), maquinaria, operariado, mudança da forma de exploração da mão de obra... geraram um impacto muito grande na sociedade, e é justamente isso que o Arcadismo mostra. O eu lírico é quase sempre um camponês, um pastor, não havendo presença forte do sentimentalismo; ele é racional e descreve circunstâncias de maneira contida. Na poesia há bastante hipérbato, isto é, inversão de termos. Depois eu explico o porquê. É que tenho que pegar o caderno.
sábado, 27 de abril de 2013
Pronominalização
O que é pronominalização? É até difícil de falar, não?...
Até que não, veja: Pronome. Pronominalizar. Substantivando-o: Pronominalização. Easy.
Pronominalizar é quando você, como recurso coesivo, substitui um objeto por um pronome, para deixar o texto mais claro e compreensível. Veja:
Maria tropeçou em uma pedra. Depois, chutou a pedra para longe.
Nesse exemplo, "a pedra" é objeto direto de chutou. Reescrevendo a frase, ficaria:
Maria tropeçou em uma pedra. Depois, chutou-a para longe. No caso, o vocábulo "a" é um pronome pessoal oblíquo. Utilizamo-lo porque esse faz a vez de objeto direto, enquanto que pronomes pessoais do caso reto ( eu, tu, ele, nós, vós, eles) não são admitidos com tal função na norma culta. Por isso que é gramaticalmente errado falar: "Eu vi ele", porque "ele" é objeto direto, logo, deveria utilizar-se um pronome pessoal oblíquo. Ficaria: "Eu o vi". E assim por diante.
Cabe-se ressaltar aqui que um bom conhecimento das partes básicas de uma oração, sintáticas e morfológicas, são necessárias para se ter domínio pleno das linguagens oral e escrita.
Obs.: Pronomes pessoais do caso reto têm função sintática, dentro de uma frase, de sujeito e predicativo.
Nesse exemplo, "a pedra" é objeto direto de chutou. Reescrevendo a frase, ficaria:
Maria tropeçou em uma pedra. Depois, chutou-a para longe. No caso, o vocábulo "a" é um pronome pessoal oblíquo. Utilizamo-lo porque esse faz a vez de objeto direto, enquanto que pronomes pessoais do caso reto ( eu, tu, ele, nós, vós, eles) não são admitidos com tal função na norma culta. Por isso que é gramaticalmente errado falar: "Eu vi ele", porque "ele" é objeto direto, logo, deveria utilizar-se um pronome pessoal oblíquo. Ficaria: "Eu o vi". E assim por diante.
Cabe-se ressaltar aqui que um bom conhecimento das partes básicas de uma oração, sintáticas e morfológicas, são necessárias para se ter domínio pleno das linguagens oral e escrita.
Obs.: Pronomes pessoais do caso reto têm função sintática, dentro de uma frase, de sujeito e predicativo.
domingo, 16 de dezembro de 2012
Reconhecedor de erros (meditando sobre um título melhor)
João era um menino sóbrio, muito bem acompanhado, recolhia com destreza as pedrinhas do caminho e sabia quando sentar, ficar de pé ou encabulado. João lutava cada manhã que acordava por um dia mais iluminado, um dia mais puro e saudável: João era exímio no que fazia. E se empenhava.
Empenhava-se mais.
E mais um pouco.
Quem sabe um pouco mais.
João sabia da sua capacidade, do seu trabalho contínuo e da validade de seus atos. Ah, João... sentira orgulho de você. E as notícias, o que há? Nada. E as tragédias, você viu? Vi. Ei, João, não olha, um acidente: João olha. João não tem medo do que acontece porque já aconteceu, mas ele pode evitar quando passa pelas pessoas. João, tu és um anjo? João sorri. João não era um anjo, e ele sabia disso. Não poderia ser - não aprendera a voar.
Ah, João... eu me pergunto a cada dia, a cada manhã, se você realmente, em algum lugar do mundo, eu me pergunto se você pode existir, João. Que não é um anjo, que diz sorrindo e a cada palavra abre caminhos encontrando meios de ser mais feliz. João, você irradia tua felicidade? Se irradiava, ainda irradia?
João, você já se perguntou se é feliz?
Vê se procura, João. Não tá fácil pra muita gente, não tá fácil pra encontrar. Ser feliz pode ser uma escolha ou um dom. Quem sabe possamos ser menos tristes.
Será que isso dá? Você pode, João? Você consegue?
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Dizem por aí
Dizem por aí
Que se tem que viver a vida
Tal como ela é
Dizem que deve-se rir mais
Porém não sabem o quanto rio
Dizem por aí
Que se deve saber amar
E que isso não é como aprender
A andar a pé na rua
Sem ser atropelada
Mas eles não compreendem a amizade.
Dizem por aí
Que a sociedade é muito hipócrita
E perguntam: "Você faz a sua parte?"
Mas o meu dia-a-dia
Fora lindo sem que eu tentasse
Porque a gente já nasce fazendo.
Dizem por aí
Que não se deve seguir os instintos
Porque isso sim é liberdade
Mas quem impôs ao deus de tudo
Que eu não nascesse selvagem?
Dizem por aí
Que um mais um é dois
Mas não ensinam que a soma
Não é um fardo
Não é uma conta
É só um poema entre dois.
Dizem por aí
Que o mundo tá muito corrido
E, visando à evolução,
Rastejam sobre rodas enfurecidas
Só que eu descanso lá na frente.
Dizem por aí
Que é tudo muito lindo
E mesmo que não pareça
E mesmo ainda se parecer
Eu realmente não importo.
A vida é em todos os sentidos sublime
E neste aspecto eu concordo
Como o que todos eles dizem.
O que vamos dizer agora?
"Penso, logo existo. "
quarta-feira, 16 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
Um pote cheio (vazio)
Esquecera de deixar de lado, de abrir um pouco a mente, mas não demais. De que adianta se esforçar por uma causa desfocada? Se tecla como quem pinta, se digita como quem canta...
Há quem diga que existe método pra isso. Há quem diga que existe meios em geral. Há quem diga verdades e inverdades, digamos assim. Mas todas elas são relativas.
Todo e qualquer homem deveria ser grato por não ter nascido planta ou animal irra. Somos ra, se me entende.
Todo mundo, GERAL em língua falada, deveria ter um tempo pra escolher. I mean, pensar. Depois, que se dane, vai viver (cacete). Afinal, se não trabalha, não vive. Mas é impressionante. Acham que você TEM que se adaptar. Que tem-se que conviver com aquilo. Com isso.
Daí, viriam os heróis verdadeiros, as ideologias verdadeiras, uma visão verdadeira do que é o quê, e não uma passada por tudo isso. Não se trata de uma vontade. Trata-se uma deficiência agora.
Nossos pais não viram isso, muito menos nossos avós. E você sabe o porquê? Porque não se pode encher um pote antes cheio sem que se tire algo de lá.
Há quem diga que existe método pra isso. Há quem diga que existe meios em geral. Há quem diga verdades e inverdades, digamos assim. Mas todas elas são relativas.
Todo e qualquer homem deveria ser grato por não ter nascido planta ou animal irra. Somos ra, se me entende.
Todo mundo, GERAL em língua falada, deveria ter um tempo pra escolher. I mean, pensar. Depois, que se dane, vai viver (cacete). Afinal, se não trabalha, não vive. Mas é impressionante. Acham que você TEM que se adaptar. Que tem-se que conviver com aquilo. Com isso.
Daí, viriam os heróis verdadeiros, as ideologias verdadeiras, uma visão verdadeira do que é o quê, e não uma passada por tudo isso. Não se trata de uma vontade. Trata-se uma deficiência agora.
Nossos pais não viram isso, muito menos nossos avós. E você sabe o porquê? Porque não se pode encher um pote antes cheio sem que se tire algo de lá.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Ampola de temperamento
A cada palavra segurava-se na cadeira tentando manter a calma, dando irrelevância ao que eles diziam e ao mesmo tempo tendo que fingir estar escutando aquilo, como quem concorda com todo o resto. Mas (ela) estaria chegando para que pudesse escapar daquele lugar idiota. Ah... poucas vezes tivera tantos momentos tão afetivos como os de agora, e...
-E você, também acha caro? - Perguntava-lhe uma voz familiar, que passara despercebida até aquele momento. Ou será que era ele quem ficara distraído demais? Teria que ter uma boa resposta, porque até agora não havia dado pistas de sua distração momentânea.
-Desculpe, acho que não estou muito bem... se não fosse falta de educação, poderia dirigir-me ao banheiro, se houver um por aqui? - Respondeu, temendo que desconfiassem , o que, para seu alívio, não aconteceu.
-Olha, está vendo aquela sala? Entre nela e você vai ver um corredor. Siga-o e entre à segunda porta a sua esquerda, a menos que queira entrar no banheiro das meninas. - disse ela, num tom quase grosseiro. Para ele, ao mesmo tempo perturbador e caótico. Aliás, tudo que saísse da boca daquelas criaturas seria, no mínimo, irritante.
terça-feira, 10 de abril de 2012
O MENESTREL
(Não fui eu quem escreveu isto)
Um dia você aprende que... Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos
e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida
e olhos adiante, com a graça de um adulto
e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima
se ficar exposto por muito tempo. •.
E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança
e apenas segundos para destruí-la,
e que você pode fazer coisas em um instante,
das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida,
mas quem você é na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida
são tomadas de você muito depressa,
por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos
com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós,
mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros,
mas com o melhor que você mesmo pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser,
e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo,
mas se você não sabe para onde está indo,
qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão,
e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação,
sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute
quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência
que se teve e o que você aprendeu com elas
do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia
se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva,
mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer
que ame, não significa que esse alguém não o ama,
pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga,
você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,
o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto,plante seu jardim e decore sua alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar...
que realmente é forte, e que pode ir muito mais
longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor
e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem
que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Daqui a um dia e algumas horas será oficialmente o meu décimo sétimo ano de vida completos. Sabe o que me agrada nisso? Eu gosto dessa idade. Sabe o que não me agrada? Nem eu.
O fato não é a idade, é o meu estado de espírito.
...Alguns anos atrás em algum lugar perdido do espaço...
Hei mãe, já estamos em Abril? Ainda não, falta muito? Trinta? Trinta dias são muitos? Passa rápido? Não, mãe, passa devagar, vai demorar muito ainda...
Me apoiava no armário para enxergar mais alto e riscava um quadradinho. Ao todo, eram quatro em horizontal e cinco na vertical, o que significava faltar ainda mais 19 dias. Esses foram um dos poucos momentos da minha infância em que a matemática esteve presente como uma coisa satisfatória, mas ela estava lá, ao menos. E então, dois quadradinhos antes do grande dia, eu já estava praticamente surtando de emoção. Confirmem com a Débora, que me conheceu na 5ª série.
Daí os quadradinhos foram acabando de vez, nas folhas e na mente. E de quadradinhos só sobrou os cubos com seus a^3 etc,etc,etc.
...E até que eu gosto, sabe?
"Algumas pessoas não deveriam pensar sobre determinados assuntos. Isto poderia ser uma premissa para uma futura mutação, quem sabe seleção natural."
Mas, sabe, eu acabei pensando.
Pensei o porquê de as pessoas ficarem não tão felizes com o aniversário ao ponto de não festejarem. Como? E tentei ver o mundo pelo ponto delas.
A operação foi um sucesso. Eu consegui e as compreendi perfeitamente. Só tem uma coisa: eu não sabia onde eu iria chegar com isso, que significou a origem do final dos quadradinhos. O ponto inicial. O Big-bang. A origem do mal. UMA SALADA MISTA.
Depois de ler isso você me pergunta: e daí, o que você quis dizer com esta história?
Eu quis dizer que o armário mudou, as folhas sumiram e os quadradinhos da folha saíram de lá, se materializaram em tudo que vejo, que penso e que escrevo. Aqui estão os quadradinhos, podem ver? Mas relaxa. Se nunca houve quadradinhos em sua vida em uma folha de papel A4 em que para riscá-los você precisava se apoiar num guarda roupas, não é o fim do mundo. Com certeza houveram outras coisas, você só nunca encarou-as desta forma. Pense no cachorro, na pedra, no anel mágico que você perdeu (aliás, eu perdi um mesmo), na esquina que não sai da sua mente por algum motivo desconhecido. Um cheiro, uma cor, um ruído, uma textura. Um sonho. Uma esquina.
Certas coisas exigem idade pra você falar com autoridade, mas até la, ainda há muitos quadradinhos para serem riscados.
O fato não é a idade, é o meu estado de espírito.
...Alguns anos atrás em algum lugar perdido do espaço...
Hei mãe, já estamos em Abril? Ainda não, falta muito? Trinta? Trinta dias são muitos? Passa rápido? Não, mãe, passa devagar, vai demorar muito ainda...
Me apoiava no armário para enxergar mais alto e riscava um quadradinho. Ao todo, eram quatro em horizontal e cinco na vertical, o que significava faltar ainda mais 19 dias. Esses foram um dos poucos momentos da minha infância em que a matemática esteve presente como uma coisa satisfatória, mas ela estava lá, ao menos. E então, dois quadradinhos antes do grande dia, eu já estava praticamente surtando de emoção. Confirmem com a Débora, que me conheceu na 5ª série.
Daí os quadradinhos foram acabando de vez, nas folhas e na mente. E de quadradinhos só sobrou os cubos com seus a^3 etc,etc,etc.
...E até que eu gosto, sabe?
"Algumas pessoas não deveriam pensar sobre determinados assuntos. Isto poderia ser uma premissa para uma futura mutação, quem sabe seleção natural."
Mas, sabe, eu acabei pensando.
Pensei o porquê de as pessoas ficarem não tão felizes com o aniversário ao ponto de não festejarem. Como? E tentei ver o mundo pelo ponto delas.
A operação foi um sucesso. Eu consegui e as compreendi perfeitamente. Só tem uma coisa: eu não sabia onde eu iria chegar com isso, que significou a origem do final dos quadradinhos. O ponto inicial. O Big-bang. A origem do mal. UMA SALADA MISTA.
Depois de ler isso você me pergunta: e daí, o que você quis dizer com esta história?
Eu quis dizer que o armário mudou, as folhas sumiram e os quadradinhos da folha saíram de lá, se materializaram em tudo que vejo, que penso e que escrevo. Aqui estão os quadradinhos, podem ver? Mas relaxa. Se nunca houve quadradinhos em sua vida em uma folha de papel A4 em que para riscá-los você precisava se apoiar num guarda roupas, não é o fim do mundo. Com certeza houveram outras coisas, você só nunca encarou-as desta forma. Pense no cachorro, na pedra, no anel mágico que você perdeu (aliás, eu perdi um mesmo), na esquina que não sai da sua mente por algum motivo desconhecido. Um cheiro, uma cor, um ruído, uma textura. Um sonho. Uma esquina.
Certas coisas exigem idade pra você falar com autoridade, mas até la, ainda há muitos quadradinhos para serem riscados.
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