domingo, 8 de novembro de 2015

Sobre depressão

Estou quase acabando o tratamento de depressão. Tenho alguns obstáculos que me atrapalham a dar cem por cento de mim. Por exemplo: eu não gosto de começar e não acabar um texto que eu estou lendo. Não é como se vc estivesse lendo e no meio falasse: nossa. Que texto bosta, estou de saco cheio, isso só fala merda. Não, é difícil fazer esses julgamentos de modo que eu leio até o final e fico lendo vários outros assuntos que aparecem nos links relacionados. Priorizar é difícil. Também minha noção de tempo, já que eu protelo coisas importantes (pq tenho dificuldade em fazer mentalmente uma lista de priorização), é diferente, pois eu vejo lá na frente. Pex., tenho uma prova de Farmacologia mês que vem. Considerando q hj é dia nove ainda, dá pra estudar bastante ainda. Mas eu vejo que muitas horas vou " perder" na faculdade ou indo e vindo, então eu já fico antecedendo a correria que será pra estudar depois. Fico me sentindo presa ao padrão comum, impedida de fazer o que eu sou e faria, por fugir das convensões. Puxar saco de professor, conversar com o gostosão da turma, abraçar seu amigo porque tá carente mas só pra tirar casquinha independente dos olhares alheios. Abraçar a amiga sem perceber que ela se sente um pouco incomodada com isso. Essas coisas eu não consigo fazer direito. Está no automático: seguir os outros. Puxar conversa também é difícil, saber o que o outro espera das minhas atitudes também, ou prever a reação do outro e adequar minha reação posterior à que ainda vou fazer pra dar sequência ao diálogo. Tudo isso faz um bolo de neve que pressiona meu cognitivo e na hora de raciocinar uma questão mais elaborada que espera do aluno um raciocínio além da matéria em si, mas uma logicidade, eu não funciono direito. Até porque desde o momento que eu estudo Farmaco eu já estou pressionada. Na hora que eu deixo de dormir cedo pra ficar aqui no blog escrevendo, eu fico pressionada, e eu n sei até onde isso é errado. Eu não sei até onde eu estou me prejudicando com isso. Porque eu nao quero dormir e acordar e nao ter feito o que eu queria. Nao ter explicado o que eu sinto. Não ter resolvido meus problemas. O problema são os outros, mas não somente eles. O problema também sou eu. E esse é o problema. Cada um tem o seu. :/

quinta-feira, 30 de abril de 2015

É só uma fase.

Será que tudo o que eu penso realmente existiu? E eu me pergunto tanto, porque parece que foi tudo um sonho. Um sonho mesmo, porque não aconteceu. Eu não fiz o que era pra ter feito - e nem você. Isso tudo porque eu já não tenho você, e eu penso em você porque você já não é meu como chegou a quase ser no outro dia. O fato é que eu estava muito confusa, muito. Então as coisas somente aconteceram.

Mas eu quero deixar claro, agora que já passou mesmo, algumas coisas que você não sabe a meu respeito. Você gosta de dançar? Eu não sei se gosta, mas você gosta de música, e também gosta de cantar. Então quem sabe formaríamos a dupla perfeita, porque eu amo dançar. E eu estou aprendendo a tocar violão, e eu precisava de mais um para fazer uma dupla. Há tantos por aí para somar, mas eu queria você. Confesso que eu fazia um pouco de charme, mas essas coisas fazem parte. Se você não sabe brincar, o problema não é meu. Não nesse sentido.
E naquela festa, eu senti fata de um par, porque eu queria muito dançar aquela música contigo. Eu confesso que fui tentar dançar outra dança, mas não soou bem, os passos não encaixavam, a música perdeu o brilho. E eu desisti de procurar, e fui dançar sozinha.
E eu danço muito bem. E eu imito as outras pessoas dançando. Chaga a ser engraçado, não é? Mas muitas das danças eu só faço longe dessa multidão porque tem muita gente, tem bem mais do que eu gostaria.
E eu tinha falado que os seus olhos iluminam por onde você passa? Isso não era mentira, eles continuam iluminando. Quem sabe eu nem gostava tanto assim de você, quem sabe era só a companhia que me fazia bem e eu tirava proveito disso. Mas não é isso que as pessoas que se gostam fazem? Compartilham a boa companhia?  Mesmo que não seja, os seus olhos falam muito mais do que qualquer palavra. Não precisava falar.
E eu tenho a mania de pensar que os outros esquecem, e eu penso que os meus breves desabafos quando ainda mal nos conhecíamos, você nem lembra mais. Mas talvez você lembre. E talvez você saiba o quanto eu lutei para me aproximar.Foi uma luta, e eu consegui, mas não posso culpar-te por ter se afastado. Todo mundo tem um limite, e eu não posso te idealizar - você também tem os teus desejos e, uma vez que sou apenas uma amiga, uma colega de trabalho, teria sentido te julgar por isso?

Ei! Boa sorte ai, tá? Que você cresça como ser humano, como indivíduo. Mesmo do outro lado desta via expressa. Não vai me incomodar, a menos que passe na minha frente. Portanto, fique aí, onde está. Você não tem o direito de me privar da felicidade. Ninguém está te usando e para de se achar o centro do universo. Todo mundo busca um pingo de verdade de si próprio no outro. Cada momento juntos, cada palavra trocada, foi sincera, foi de verdade. Eu gostei. E até lembro de você ao ouvir algumas músicas que tocaram e desbotaram na rádio. Músicas que me remetem sempre ao cara ao lado.
Obs.: eu sou ciumenta, tá? Disso, você não deve saber. Será que você pensa, de vez em quando, em mim? Será que você gostava do meu jeito? Será que você lembra de mim, sem querer, no meio do dia? E fica se perguntando se poderia ter sido diferente? Se lembra quando eu fiquei até tarde te esperando pra irmos juntos embora? Se lembra de eu cantando? Se lembra do cinema? Se lembra da gente indo até a lojinha conveniada do posto, mas eu não quis nada de lá, embora você insistisse? Você se pergunta se eu sou assim tão ingênua? Ah, isso você não se pergunta, isso você tem certeza.

Mas, ei! (É só uma fase).


Só uma fase.



sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Tudo como nós

  1. Somos treinados para sermos submissos. Submissos às ordens, aos adultos, aos mais velhos. Tudo isso nos cria uma baixa estima quando somos crianças que é o suficiente para nos manter civilizados o resto da vida, tendo os nossos medos e dúvidas como limites próprios. Não obstante, ao crescermos e ternos nossa tão sonhada liberdade, longe das coleiras que a imaturidade e inexperiência nos obrigam, somos apunhalados pela sociedade,que têm intrínsecos a si toda a carga ideógica, moral, preconceitos e entraves. Não pedimos, mas somos impostos à lei, ao sistema, às normas em prol da possibilidade de uma convivência harmonioza. Ok. Até aí tudo bem.
  2. Contudo, você quer mesmo vir até mim pra dizer que não está tudo bem contigo?  Você ainda consegue carregar algum peso com a ideia de que há alguma coisa errado em você não se encaixar nos padrões modernos? Você se culpa por não aguentar, em algum momento, a pressão a que foi exposto? Ainda pensa que há alguma chance de ser considerado normal?
  3. Pode apostar que você está bastante enganado. É bem difícil alguém no meio desta correria doida estar realmente normal. Porque o nosso normal não é o normal aqui estabelecido. O normal da atualidade é um normal, talvez, para um super-homem ou workaholic por natureza. Não você. E então, com toda essa carga amontoada e todo o resto que se acumulam dos dias anteriores, falta a você se lamentar porque é incapaz que dar conta dos compromissos ou engolir e sorrir um sorriso torto mesmo, saindo bem na foto - afinal estamos na era da aparência. 
  4. E aí, você realmente se surpreende? Realmente ainda não sabe em quê você errou? Deixa eu te explicar então: você fez tudo direito. Foram eles que te erraram.

domingo, 26 de outubro de 2014

Sobre hoje, 26/10/2014

           Senpre que eu me sinto mal, estressada, com vontade de esfriar a cabeça..., recorro ao meu celular. Ligo-o e me desligo do resto em volta. Rio sozinha, deslizo os dedos sobre a tela, revejo pessoas queridas, falo com algumas, mas procuro não me pronunciar muito com ninguém, pois a possibilidade de eu ter que ficar à mercê de uma resposta qualquer da outra parte, caso ela peça pra que eu a espere para que vá escovar os dentes, se ela simplesmente some após eu ter feito uma pergunta,  etc, são exemplos daquilo que eu julgo como perda de tempo. De fato, não é agradável ficar à frente de uma tela esperando, sem garantias de que o outro indivíduo leu a sua msg, uma resposta da outra parte. Diferentemente, numa conversa sem qualquer tipo de tecnologia intermediando-a, o intervalo de tempo entre as perguntas e respostas são bem menores e eles não são perdidos, mas vivenciados, vividos, degustados, aproveitados. O vento que passa, o calor que pinga, o Sol que bate, a gargalhada compartilhada e os pingos de saliva a que temos que nos desviar. O cheiro do perfume, as mãos suadas, a obrigação de ter que aturar o outro sem poder dizer que a bateria acabara, e desligar a fala, abaixar o volume da voz, volocar no silencioso. Ao contrário: a voz grita, vibra , cala e fala ao mesmo tempo.

            Acho que ficamos mais inflexíveis. Tudo tão definido, premeditado, organizado, mesquinho. Somos treinados para ter medo da opinião alheia, para seguirmos regras, para nos adequarmos, para fazermos juz à nossa educação que aliena mais do que constrói. Somos obrigados a nos padronizar, seguir um fruxo unidirecional e dito racional, como se apenas pelo fato de estarmos vivendo numa época capitalista a ganància, o egoísmo, a corrupção, a indiferença, o desconsolo  fossem justificáveis. Não penso que são.

           Ultimamente, principalmente  por causa das eleições que passaram, tenho clara a ideia de que para vivermos bem precisamos  adotar uma ideologia, caso contrário, estaremos sujeitos a corrrentes de opinião tão opostas como persuasivas.  Não somos fruto do meio se não quiser os, mas isso exige sacrifícios e a tal da ideologia. Reconhecer que x é melhor do que y sob tais aspectos mas que, ainda assim, você vai sair perdendo,  requer de você uma maturidade de senso crítico e sabedoria para optar por um ou outro na hora de votar. E reconheço que questões como eleger  o melhor candidato são tão subjetivas como geram divergências de opiniões que não se encontrarão, pois os pontos de vista são completamente diferentes. Nunca tinha visto o povo discutir tanto de política como neste ano, seja na van, nas redes sociais, no ônibus, nas ruas, nas escolas. Isto me impressionou bastante, mas não fiquei muito feliz por isso, nem mesmo triste, porque nenhum dos governos atuais satisfaz os meus anseios.

          No fim, apesar de tudo, apesar de você, apesar da TV, das informações, dos debates, continua ruim. Para alguns, menos ruim. Que bom.

       

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Carta pra você

Definitivamente
Não é uma palavra muito romântica
Para se começar um texto
Destinado a você
O problema é que, definitivamente
Homens não entendem as mulheres!

A partir de hoje deixarei bem claro
Tudo que eu disser ao meu garoto
Pois eles bebem pra ficar loucos
E eu bebo para me calar.

Loucas mulheres simplesmente
Declamam o que vem a sua mente
E degringolam a conversar
Homens se calam pra falar.

Nós, mulheris, queremos sempre
Apenas trocar umas palavras
Como pretexto pro presente
Pra sentirmo-nos mais viventes.

Eles tomam ao pé da letra
Não entendem, se embolam,
E a gente repete, mas sente
Que a besteira já soou fora.

Nós sorrimos pra esparecer
Vocês, pelas piadas momentâneas
A gente voa o tempo inteiro
Vocês planejam a viagem.

Nós ficamos ao seu lado
Por uma questão de afinidade
Vocês é só por vaidade
Que tem validade
Tem validade
Validade
Idade
Dade
De
E.







sábado, 30 de agosto de 2014

Receita

Hoje eu desci do meu quarto e fui até a cozinha, guiada por um rastro de odor de bolo sendo preparado. Mais que isso - bolo de cenoura, meu predileto. Mas mãe, o que é isso, que empolgação e autonomia são essas? De onde surgiu esses ingredientes em cima da mesa? A farinha, os ovos, a xícara de óleo? Você nunca soube preparar o meu bolo de cor!
Mas, sim, algo mudou!
Se hoje o bolo está no forno, ontem ele estava na vizinha aqui do lado, na dona Maria, senhoria simpática que adora xingar as coisas e costurar. O bolo estava lá, escrito à mão, num papel amarelado de caderno escolar. Eu nos meus 6 anos ia até lá e pegava o papel, para que enfim o bolo fosse feito. E que bolo! Mesmo que solado, uma delícia! Até a calda tava na receita. Aquele era o meu bolo de cenoura e da minha mãe e da dona Maria.
Mas neste dia de hoje as circunstâncias têm sido diferentes. Não tem mais papel amarelado, receita de calda. O que tem é celular, internet, receitas repetidas de anônimos. E tem bolo também.
O bolo já está pronto, ainda no forno, e eu vou fazer a calda. Vai ser de brigadeiro. É a melhor!
Mas essa receita eu peguei da dona Maria e gravei pra não esquecer mais. Já fiz brigadeiro pra minhas tias, minha avó, minhas amigas. Já cobri um bolo ruim de padaria com meu chocolate e o bolo ficou bom, daí cantamos parabéns. Mas não enrolo - dá muito trabalho, e a mão fica toda melecada de manteiga.
Por fim, o bolo foi comido. Ainda quente, com mais cobertura que outra coisa. Dei a raspa da lata de leite moça pra minha irmã. Toda criança deve ter o direito de raspar a lata! Antigamente eu não conseguia deixar de comer, hoje eu consigo. É interessante, a gente vai aprendendo a se dar as rédeas e se rende a elas mesmo! O problema é quando "esquecemos" de afrouxá-las.
Poxa, hoje as receitas estão na internet, já nem vou mais à vizinha. Não tem aquela mágica. Untar a forma é normal.
Aiai... E o bolo nem solou! Não é por nada, juro, só acho que vou escrever essa receita numa folha de fichário e mandá-la correndo pra dona Maria qualquer dia desses.

sábado, 21 de junho de 2014

Diário de uma jovem estressada

Não sei se "estressada" seria a palavra ideal. Pra agora, tenho certeza que sim, seria a palavra que eu não colocaria. Porque acabei de chegar de uma festa, e boa. Tudo muito bom, tudo ótimo. E eu me encontrei com eu mesma no passado.
Quando você enxerga que você está ficando muito repetitiva, a tendência é mudar. Mas e se você não enxerga nada? Você não vê, você não muda. Você não corrige, mas você também não piora. Afinal de contas, se "não se mexe em time que está ganhando", e depois ele começar a ser goleado no último minuto da partida, esse ditado é falho. Então mudar ou não não é questão de ficar melhor ou pior... você fica igual, mas porque e simplesmente porque não parou pra pensar se mudava ou não, se estava ou não ganhando, simplesmente porque não parou pra pensar nisso.

Sabe, se um dia eu tiver uma filha, e se ela pedir minha opinião, direi pra ela fazer uma festa de quinze anos. Uma festa do jeito que ela quiser, com ou sem cerimonial, com ou sem choro, grande ou pequena, lotada ou só pra família (= lotada). Sabe por quê? Porque eu já tenho dezenove anos e não fiz uma festa de quinze. Mas e daí? E daí que aquela era a minha época, e eu não sei se isso acontece com todo mundo, creio que não. Mas se comigo aconteceu, digo que a minha época já passou. Nossa, dezenove anos! Sim, não é mais como antes. O mundo não é tão meu quanto já fora. E é nisso que se baseia uma festa de quinze anos. Em alguns casos, como foi o de hoje, na festa em que estive, a festa de quinze anos pode representar a lembrança, em álbum diagramado e vídeo, daquela época banhada a ouro. Todos nós nascemos banhados a ouro. Toda criança é uma dádiva. Hoje, na pista de dança, a mais nova da festa desfilava com seu vestidinho novo, prestigiando a banda que cantava todas as músicas animadas possíveis, como Titanium, do David Gueta, até Show das Poderosas, da Anita, e apenas ela, mais ninguém. Não culpo os outros, não. Também estive sentada todo esse momento, então também deveria me culpar. No meu caso, a culpa era que eu não conhecia ninguém e também do salto alto. Mas quem sabe ali haveria muto mais gente que não conhecia ninguém (o que, ok, é uma inverdade, pois tratava-se de família) ou mesmo todas estavam incomodadas com seus saltos altos. Mas e os homens, hein? Cadê os homens? Ah sim, eles dependem das mulheres para dançar.

Os adolescentes, junto com a aniversariante, se trancafiaram num quartinho e ficaram ali isolados do resto da festa dançando. O mundinho deles, quase literalmente. Mas eu não entrei lá. Tinham todos uns quinze anos. E eu não conhecia ninguém. E eu estava com a cabeça em outro mundo.

Então. Caramba.... uma festa de quinze anos! Eu, com quinze anos, era outra pessoa. Uma menina, linda, com um potencial incrível, uma beleza inerente, uma leveza intrínseca. Dons de todo jovem.

...Dizem que quando se envelhece a pessoa vira criança de novo. Não sei bem isso, não... Talvez sejam as mulheres que, com as pernas exaustas, retiram seus saltos e vão para a pista de dança.
Será que elas descobrem que este mundão é, na verdade, o seu novo mundinho? Não sei, meu Deus.... Não sei nada.

93 Million Miles

As pessoas se esquecem Que ainda que haja cem mil pessoas Que gostam de um mesmo vídeo Na internet Cada uma delas guardará muitas diferenças Que abrirão parênteses Para mil modos diferentes de interpretação. Por isso, ainda que mil pessoas chorem Haverá mil choros diferentes. Ainda que mil pessoas aplaudam Haverá mil aplausos diferentes. Então seja você mesmo Porque de um jeito ou de outro Você pode até guardá-los Mas os motivos os quais te movem Permanecerão moldando você. ;)

Música: 93 Million Miles

93 Million Miles
93 million miles from the sun
People get ready, get ready
Cause here it comes, it's a light
A beautiful light, over the horizon
Into our eyes
Oh, my, my, how beautiful
Oh, my beautiful mother
She told me, son, in life you're gonna go far
If you do it right, you'll love where you are
Just know, wherever you go
You can always come home

240 thousand miles from the moon
We've come a long way to belong here
To share this view of the night
A glorious night
Over the horizon is another bright sky
Oh, my, my, how beautiful
Oh, my irrefutable father
He told me, son, sometimes it may seem dark
But the absence of the light is a necessary part
Just know, you're never alone
You can always come back home
Home
Home
You can always come back

Every road is a slippery slope
But there is always a hand that you can hold on to
Looking deeper through the telescope
You can see that your home's inside of you

Just know, that wherever you go
No, you're never alone
You will always get back home
Home
Home

93 million miles from the sun
People get ready, get ready
Cause here it comes, it's a light
A beautiful light, over the horizon
Into our eyes
93 Milhões de Milhas
A 93 milhões de milhas do Sol
As pessoas preparam-se, preparam-se
Porque lá vem, é uma luz
Uma linda luz, além do horizonte
Para dentro de nossos olhos
Oh, minha nossa, que lindo
Oh, minha bela mãe
Ela me disse, filho, você irá longe na vida
Se fizer tudo direito, amará o lugar onde estiver
Apenas tenha certeza de que onde quer que vá
Você sempre poderá voltar para casa

A 240 mil milhas da Lua
Percorremos uma longa distância para pertencer a esse lugar
Para compartilhar essa vista da noite
Uma noite gloriosa
Além do horizonte há outro céu brilhante
Oh, minha nossa, que lindo
Oh, meu pai irrefutável
Ele me disse, filho, às vezes, pode parecer escuro
Mas a ausência da luz é uma parte necessária
Apenas tenha certeza de que você nunca está sozinho
Você sempre poderá voltar para casa
Casa
Casa
Você sempre pode voltar

Toda estrada que é uma subida escorregadia
Mas sempre há uma mão na qual você pode se segurar
Olhando profundamente pelo telescópio
Você pode perceber que seu lar está dentro de você

Apenas tenha certeza de que onde quer que você vá
Não, você nunca está sozinho
Você sempre voltará para casa
Casa
Casa

A 93 milhões de milhas do Sol
As pessoas preparam-se, preparam-se
Porque lá vem, é uma luz
Uma linda luz, além do horizonte
Para dentro de nossos olhos




Link: http://www.vagalume.com.br/jason-mraz/93-million-miles-traducao.html#ixzz35LAdPAyc

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Poema do Amor Incondicional

Algumas pessoas sofrem.
Algumas pessoas riem.
Algumas pessoas, ainda, sobrevivem.
Mas há ainda aquelas que esperam.

Ainda que inconscientemente,
Ainda que desesperadamente,
Esperam insaciavelmente,
Debruçadamente 
Numa murera de sonhos e paixão.

Ó, se estas pessoas assim soubessem
Que à falta delas o mundo perece...
Pois elas resistem em se esconder
E nem eu, nem ele, nem elas sabem o porquê.

Talvez seja o aconchego do infinito
Que esta mureta lhe proporciona
E, certa de que não a abandona
Se torna concreto e se imobiliza.

E, assim, tão certa de que a vista é branda
Eu permaneço ao meio dividida
À mureta, sul, à minha vista, norte
Com medo de pisar em falso neste precipício
Que é o amor, talvez a sorte, quem sabe a morte.

domingo, 1 de dezembro de 2013

          Mudanças são repentinas na vida. A verdadeira mudança não requer preparo, predisposição ou pragmatismo. Mudanças são constantemente aleatórias, tal como mutações em que o resultado pode ser benéfico, nulo ou deletério. 
          A parte boa é que nunca se sabe: mudanças são esperanças também. E mesmo que esta esperança seja uma gota dentro dum barril de água, quanta coisa boa a gota pode reservar! 
         Mas a gota requer sacrifícios, muitos dos quais não estamos dispostos a percorrer. A zona de conforto determina o sucesso ou fracasso de um homem, mas isso é relativo: baseia-se no PONTO DE VISTA. 
           E é por isso mesmo que um pobre miserável de mente pode ser tão feliz quando um doutor em sei-lá-o-quê. Aliás, que bom! Porque isso possibilita que vejamos o mundo sob diferente óticas, e você percebe que tanto absurdo e barbaridade que se vê por aí pode ser uma simples questão de obscuridade: da mente de quem comete os absurdos, carentes de uma boa alma que lhe mostre e defina o que é o que. 
Então, mudanças, ah sim.
          Mudança atrela-se a saudade. Ah, saudade essa da língua portuguesa, singular e impalpável, mas tão carente que insiste em bater nos portões de nossas vidas. A saudade permeia a vida, que tem membrana semi-permeável, e algumas vezes a vida se enche, fica túrgida, quase sofre lise, mas ela tem Pessoas Carinhosas (P.C.) que te dão apoio na hora H. E estas pessoas também se vão, somem, e você se pergunta como pode tão de repente a criatura estar ali e, no dia seguinte, não mais. Você se pergunta como pode tudo acontecer assim, tão rápido, pois você ainda está ali, parada, porém o cenário muda e as pessoas se vão. E o mundo é tão pequeno que está superpovoado, mas tão imenso que pode-se nunca mais ver alguém. Você se pergunta se as pessoas se importam com a sua vida, e você encontra a resposta: se importam. É claro que se importam. 
           Ao final, o rendimento nunca é de 100%. Você vê que suas reações podem liberar energia ou você pode guardá-las para si, porém ela ocorre. Contanto, esta reação não é reversível: só produtos são formados. E você tenta crescer e adaptar-se para que tudo dê certo e cada produto seja exatamente correspondente àquilo no reagente. Às vezes você está ácido, encontra uma base e sai feliz da vida, uma pessoa com sal. Até para na esquina e vai beber uma água. É tudo tão perfeito. Mas somos todos uma máquina, e o rendimento nunca é de 100%.
         Há métodos para melhorá-lo. Boas companhias, amizades, um empurrãozinho de vez em quando. Só que tem como melhorar. Tem como reagir melhor a tudo isso. Porém o limite é desconhecido, e você se pergunta- por que não? - se você já não teria passado tal limite, contrariando todas as previsões, todas as possibilidades. Seu rendimento é de 100%.
           Mas há máquinas mais modernas, há outros modos de fazer algo, há um jeitinho aqui e ali. Não se trata de uma equação do primeiro grau. O que seria? Uma curva? Não acho. Uma elipse? Uma aula.
Sim, uma aula. Trata-se daquilo que somos feito para reconhecermos que é. Uma curva uma elipse um ponto. Uma gota, sei lá. Os obstáculos são inegáveis. Há tanto contratempo, tanta superação, tanta vontade. Há também tanto sonho que não é possível que não tenha conseguido um rendimento total. Não é. Todo o sacrifício é em prol de um recomeço. A esperança catalisa a reação e nossos produtos vêm mais depressa. No entanto, ainda busco, ainda procuro. Espero buscar corretamente, olhar os parâmetros corretos, ansiar de fato por um mundo melhor. E que este mundo possa começar, ainda que desconfortavelmente, ainda que com empurrões, apertos e solavancos, com a mudança. Pois é este mesmo o caminho para a evolução das espécies. 
        Ah, saudades... como isso entra nas reações? Não faço ideia.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Utopia

Por que a América é América?

Em homenagem ao individuo Américo Vespúcio, navegador que constatou que o lugar onde Colombo chegara não era parte da Ásia, porém um novo continente, vulgo Novo Mundo. 
Uma curiosidade: sabe o livro A Utopia, de Thomas Morus? Foi inspirado nos relatos de Américo Vespúcio sobre as terras brasileiras e na Ilha de Fernando de Noronha. 

A Utopia - Thomas Morus (1478 - 1532)

Trata-se de uma obra clássica. Thomas Morus era amigo e discípulo de Erasmo de Roterdã. Sua abordagem tem traços da figura de linguagem conhecida como ironia. Isso porque Thomas Morus aborda o tema da política sob um viés idealizador, em que a sociedade perfeita não teria propriedades privadas, exatamente o contrário do que acontecia na Inglaterra e Europa. 
Como se sabe, o contexto influencia diretamente na obra de um escritor. Na Europa do século XVI, destituíam-se terras de camponeses visando o cultivo de pastos para colocar ovelhas e retirar lã - manufaturas... além disso, confrontos religiosos ocorriam. Por isso o caráter pejorativo em relação à administração dos Europeus. 

"Enquanto o direito de propriedade for o fundamento do edifício social, a classe mais numerosa e mais estimável não terá por quinhão senão miséria, tormentos e desespero."

Morus defende a democracia como forma legítima de governo, em que os mais velhos são considerados os mais sábios. Nessa democracia, poucos são os excluídos da política, com raras exceções. 
Os próprios nomes dos personagens não foram escolhidos aleatoriamente, encobrindo um tom sarcástico:

Capital da ilha: Amaroto ( = miragem )
Quem governa a ilha Utopia é Ademus ( = sem povo )

Thomas Morus não pretende, tal como Platão, criar uma cidade ideal, porém criticar a sociedade de sua época. 



segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Esta noite

Esta noite ficarei acordada
Não pelos meus caprichos
Mas para a humanidade
e ficarei calada
Não sei mais que você
Mas para ausentar-me
E fazer-me presente
Nos locais solitários.
Pois não sou eu palavras,
não sou eu muitos gestos
e não sou eu olhares,
então respirarei profundo
Pondo o mundo aqui.
E tentarei fazê-lo
ao certo mais bonito.
Que se fosse verdade
daí seria mito.
E que à canção mais bonita
e à mais singela sinfonia
se submetam os que gritam
calados
pela miséria, medo ou injustiça,
que os afligem
mesmo que estejam em belos
mesmo que estejam
em belos
prados.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ecos

Lá de cima do terraço
Por entre as grades empoeiradas
Ouvi as vozes de pessoas
Eram crianças agitadas

Não por necessidade era
Só que eu ouvia vezes dois
O som ecoava da ruela
Junto com o vento vindo dela.

Descobri por descuido dela
Que ela quer um vestido verde
Com uma borboleta nas costas
Que enganada ela não esteja.

A chuva varreu os garotos
Para simplesmente lugar nenhum.
Já eu, fui para o meu quarto
Voltando a ouvir vezes um.

Então soou um barulho surdo
Que pra ser, não tinha razão.
Corri à janela, e na ruela:
Pequenos corpos sobre o chão.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Essas coisas

         Anteriormente ao Barroco, as ideias da idade conhecida como "das Trevas" inibiam a produção artística e cultural. Entretanto, com o advento do Renascimento, emergia um grupo conhecido como burguesia, tendo acumulado capital por meio do comércio com o Oriente. Tal capital propiciou o financiamento, por parte da igreja, de obras artística. Nesse período, então, ideias greco-romanas passam a ser valorizadas, e aspectos como o antropocentrismo, hedonismo, além do desenvolvimento das ciências moldam um novo cenário: chama-se a tal mudança a transição da época da Idade Média à Idade Moderna. Tem-se pinturas famosíssimas, como a pintura "A Criação de Adão", de Michelangelo. Observa-se a preocupação com a anatomia humana, a proximidade da figura de Deus com a dos homens, etc.
            

               Após esse período, presencia-se eventos como a divisão da igreja católica, a partir das 95 teses criadas por Martinho Lutero. Daí há a contra-reforma, com a criação do Index, retomada da Santa Inquisição, criação da Companhia de Jesus, etc.
               Na Literatura, o Barroco vem como uma corrente artística que expressa a confusão do homem frente a duas visões de mundo completamente distintas: o de viver a vida, gozando dos prazeres mundanos, uma vez que ela é efêmera, ou seguir uma ordem cristã, uma vez que não se tinha a certeza do que viria após a morte. Isso porque a presença cristã era forte e consistente na vida das pessoas. 
                Essa angústia é presenciada nos poemas sob constantes metáforas sobre a vida envolvendo questões existenciais. A leitura é difícil, uma vez que tais poemas eram redigidos sem a intensão de atingir camadas populares porque, bem, mesmo se tivesse, a população não era alfabetizada. Aí vai um exemplo de poema barroco:

Meu Deus, que estais pendente de um madeiro,
 Em cuja lei protesto de viver,
 Em cuja santa lei hei de morrer,
 Animoso, constante, firme e inteiro:

 Neste lance, por ser o derradeiro,
 Pois vejo a minha vida anoitecer;
 É, meu Jesus, a hora de se ver
 A brandura de um Pai, manso Cordeiro.

 Mui grande é o vosso amor e o meu delito;

 Porém pode ter fim todo o pecar,
 E não o vosso amor que é infinito.

 Esta razão me obriga a confiar,
 Que, por mais que pequei, neste conflito
 Espero em vosso amor de me salvar.


         Ele é de Gregório de Matos, a principal expressão do estilo Barroco por aqui. Nota-se o conflito entre  aproveitar a vida e viver de forma santa. No final do poema, Gregório de Matos dá uma de espertinho. 
           Nos filmes e nas pinturas, o estilo Barroco assume cores contrastantes, com a presença do claro e do escuro. Na arquitetura, o Barroco também tem uma caracterização, mas dessa eu não lembro.
         Após, vem o Arcadismo. De mais fácil leitura, remonta ao estilo de vida bucólico, em contato direto com a natureza. Esse estilo surgiu, uma vez que, na Europa, com a Revolução Industrial, a poluição e o contraste com o que era e com o que passou a ser, (imagina?), maquinaria, operariado, mudança da forma de exploração da mão de obra... geraram um impacto muito grande na sociedade, e é justamente isso que o Arcadismo mostra. O eu lírico é quase sempre um camponês, um pastor, não havendo presença forte do sentimentalismo; ele é racional e descreve circunstâncias de maneira contida. Na poesia há bastante hipérbato, isto é, inversão de termos. Depois eu explico o porquê. É que tenho que pegar o caderno. 
         

sábado, 27 de abril de 2013

Pronominalização

O que é pronominalização? É até difícil de falar, não?...
Até que não, veja: Pronome. Pronominalizar. Substantivando-o: Pronominalização. Easy.

Pronominalizar é quando você, como recurso coesivo, substitui um objeto por um pronome, para deixar o texto mais claro e compreensível. Veja:

            Maria tropeçou em uma pedra. Depois, chutou a pedra para longe.
            Nesse exemplo, "a pedra" é objeto direto de chutou. Reescrevendo a frase, ficaria:

            Maria tropeçou em uma pedra. Depois, chutou-a para longe. No caso, o vocábulo "a" é um  pronome pessoal oblíquo. Utilizamo-lo porque esse faz a vez de objeto direto, enquanto que pronomes pessoais do caso reto ( eu, tu, ele, nós, vós, eles) não são admitidos com tal função na norma culta. Por isso que é gramaticalmente errado falar: "Eu vi ele", porque "ele" é objeto direto, logo, deveria utilizar-se um pronome pessoal oblíquo. Ficaria: "Eu o vi". E assim por diante.
             Cabe-se ressaltar aqui que um bom conhecimento das partes básicas de uma oração, sintáticas e morfológicas, são necessárias para se ter domínio pleno das linguagens oral e escrita.
             Obs.: Pronomes pessoais do caso reto têm função sintática, dentro de uma frase, de sujeito e predicativo.  

domingo, 16 de dezembro de 2012

Reconhecedor de erros (meditando sobre um título melhor)

João era um menino sóbrio, muito bem acompanhado, recolhia com destreza as pedrinhas do caminho e sabia quando sentar, ficar de pé ou encabulado. João lutava cada manhã que acordava por um dia mais iluminado, um dia mais puro e saudável: João era exímio no que fazia. E se empenhava.
Empenhava-se mais.
E mais um pouco.
Quem sabe um pouco mais.

João sabia da sua capacidade, do seu trabalho contínuo e da validade de seus atos. Ah, João... sentira orgulho de você. E as notícias, o que há? Nada. E as tragédias, você viu? Vi. Ei, João, não olha, um acidente: João olha. João não tem medo do que acontece porque já aconteceu, mas ele pode evitar quando passa pelas pessoas. João, tu és um anjo? João sorri. João não era um anjo, e ele sabia disso. Não poderia ser - não aprendera a voar.

Ah, João... eu me pergunto a cada dia, a cada manhã, se você realmente, em algum lugar do mundo, eu me pergunto se você pode existir, João.  Que não é um anjo, que diz sorrindo e a cada palavra abre caminhos encontrando meios de ser mais feliz. João, você irradia tua felicidade? Se irradiava, ainda irradia?

João, você já se perguntou se é feliz?
Vê se procura, João. Não tá fácil pra muita gente, não tá fácil pra encontrar. Ser feliz pode ser uma escolha ou um dom. Quem sabe possamos ser menos tristes.
Será que isso dá? Você pode, João? Você consegue?


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Dizem por aí 

Dizem por aí
Que se tem que viver a vida
Tal como ela é
Dizem que deve-se rir mais
Porém não sabem o quanto rio

Dizem por aí
Que se deve saber amar
E que isso não é como aprender
A andar a pé na rua
Sem ser atropelada
Mas eles não compreendem a amizade.

Dizem por aí
Que a sociedade é muito hipócrita
E perguntam: "Você faz a sua parte?"
Mas o meu dia-a-dia
Fora lindo sem que eu tentasse
Porque a gente já nasce fazendo.

Dizem por aí
Que não se deve seguir os instintos
Porque isso sim é liberdade
Mas quem impôs ao deus de tudo
Que eu não nascesse selvagem?

Dizem por aí
Que um mais um é dois
Mas não ensinam que a soma
Não é um fardo
Não é uma conta
É só um poema entre dois.

Dizem por aí
Que o mundo tá muito corrido
E, visando à evolução,
Rastejam sobre rodas enfurecidas
Só que eu descanso lá na frente.

Dizem por aí
Que é tudo muito lindo
E mesmo que não pareça
E mesmo ainda se parecer
Eu realmente não importo.
A vida é em todos os sentidos sublime
E neste aspecto eu concordo 
Como o que todos eles dizem.

O que vamos dizer agora?
"Penso, logo existo. "


quarta-feira, 16 de maio de 2012

       Agora eu pensei 
        Que arte que é arte
         Não precisa de algo pra existir
           Só que arte que é arte que é vida
             Se apoia em mundo, se apoia em arte, se apoia em gente
               Daí ela existe e sobrevive
                 Não sei se foi por isso
                   Que de repente eu me senti contente.


         Arte que é arte não é arte
          Arte que é arte é gente!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Um pote cheio (vazio)

            Esquecera de deixar de lado, de abrir um pouco a mente, mas não demais. De que adianta se esforçar por uma causa desfocada? Se tecla como quem pinta, se digita como quem canta...
            Há quem diga que existe método pra isso. Há quem diga que existe meios em geral. Há quem diga verdades e inverdades, digamos assim. Mas todas elas são relativas.
             Todo e qualquer homem deveria ser grato por não ter nascido planta ou animal irra. Somos ra, se me entende.
            Todo mundo, GERAL em língua falada, deveria ter um tempo pra escolher. I mean, pensar. Depois, que se dane, vai viver (cacete). Afinal, se não trabalha, não vive. Mas é impressionante. Acham que você TEM que se adaptar. Que tem-se que conviver com aquilo. Com isso.
            Daí, viriam os heróis verdadeiros, as ideologias verdadeiras, uma visão verdadeira do que é o quê, e não uma passada por tudo isso. Não se trata de uma vontade. Trata-se uma deficiência agora.
             Nossos pais não viram isso, muito menos nossos avós. E você sabe o porquê? Porque não se pode encher um pote antes cheio sem que se tire algo de lá.


           
           

quarta-feira, 25 de abril de 2012

       
          Ampola de temperamento


             A cada palavra segurava-se na cadeira tentando manter a calma, dando irrelevância ao que eles diziam e ao mesmo tempo tendo que fingir estar escutando aquilo, como quem concorda com todo o resto. Mas (ela) estaria chegando para que pudesse escapar daquele lugar idiota. Ah... poucas vezes tivera tantos momentos tão afetivos como os de agora, e...
-E você, também acha caro? - Perguntava-lhe uma voz familiar, que passara despercebida até aquele momento. Ou será que era ele quem ficara distraído demais? Teria que ter uma boa resposta, porque até agora não havia dado pistas de sua distração momentânea.
-Desculpe, acho que não estou muito bem... se não fosse falta de educação, poderia dirigir-me ao banheiro, se houver um por aqui? - Respondeu, temendo que desconfiassem , o que, para seu alívio, não aconteceu.
-Olha, está vendo aquela sala? Entre nela e você vai ver um corredor. Siga-o e entre à segunda porta a sua esquerda, a menos que queira entrar no banheiro das meninas. - disse ela, num tom quase grosseiro. Para ele, ao mesmo tempo perturbador e caótico. Aliás, tudo que saísse da boca daquelas criaturas seria, no mínimo, irritante.